
Ex-volante da seleção italiana e do Milan abre mão de dinheiro na Suíça, garante que trabalharia de graça e quer impor 'massacre aos adversários'
Polêmico e violento como jogador, rigoroso como treinador. Nesta sexta-feira, o italiano Gennaro Gattuso, campeão do mundo com a Azzura em 2006, foi apresentado oficialmente como técnico do Palermo e já deixou bem claro qual será sua filosofia: "regras e trabalho". Embora tenha fama de mau, o novo comandante deixou transparecer um outro lado, mostrando-se disposto a tudo pelo cargo.
- Para vir ao Palermo eu trabalharia até de graça - garantiu em sua primeira coletiva de imprensa no clube.
Apesar de não ter precisado chegar ao extremo, Gattuso sentiu a mudança no bolso. Segundo o presidente do clube, o treinador abriu mão de 1 milhão de euros (R$ 2,9 milhões) pelo novo desafio. Rino, como é conhecido na Itália, ainda tinha mais um ano de contrato com o Sion, da Suíça, onde exercia as funções de técnico e jogador e iria receber a quantia caso permanecesse.
O ex-jogador recebeu um apoio importante do Brasil. O goleiro Buffon, que encontra-se em território brasileiro para a disputa da Copa das Confederações com a Itália, exaltou a novidade.
- Boa sorte para o meu querido amigo Rino Gattuso em sua nova aventura como treinador do Palermo - publicou no Twitter.
Como era de se imaginar, Gattuso pretende montar um time valente para a disputa da série B na próxima temporada:
- Devemos massacrar os adversários. O clube está contruindo uma equipe forte e será meu trabalho fazê-la render.
O presidente do Palermo lembrou que o sonho de ter Gattuso na equipe é antigo, mas ressaltou que o ex-jogador acabou sendo contratado no momento exato.
- Eu queria Gattuso no fim da carreira como jogador, mas estava escrito que ele seria o treinador do renascimento do Palermo. Seu entusiasmo me convenceu em cinco minutos - destacou Zamparini.
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